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Operação Loki/SP: Entenda o que é e por que pode afetar sua holding familiar 

Operação Loki. Imagem de dinheiro em notas de dólar e euro, com uma lupa destacando uma calculadora financeira que mostra o valor 10256,6. Contexto de finanças e investimentos.

O que é a Operação Loki da SEFAZ/SP? 

Em 2024, a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (SEFAZ/SP) deflagrou a Operação Loki, com foco em fiscalizar transferências de cotas de holdings familiares que, segundo o fisco, estariam sendo utilizadas para camuflar doações e evitar o pagamento do ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação)

O alvo são operações realizadas desde 2020, e a expectativa é que a fiscalização se estenda até 2026. Isso significa que milhares de famílias que constituíram holdings podem estar sob análise. 

Quais práticas estão na mira do fisco? 

Segundo comunicados da própria SEFAZ/SP e especialistas em direito tributário, as principais situações investigadas são: 

  • Transferência de cotas pelo valor do capital social, e não pelo valor real do patrimônio líquido da empresa; 
  • Doações disfarçadas de vendas, sem recolhimento do ITCMD; 
  • Falta de comprovação do pagamento efetivo em operações de compra de cotas; 
  • Transferências entre parentes sem declaração formal de doação
  • Aquisição de cotas sem lastro financeiro, indicando simulação. 

Na prática, o fisco entende que muitas famílias utilizam esses modelos para reduzir artificialmente a base de cálculo do ITCMD, gerando perda de arrecadação. 

Quais são as consequências para quem for autuado? 

A Operação Loki prevê dois cenários: 

  1. Autorregularização: caso o contribuinte reconheça a irregularidade e ajuste sua situação espontaneamente, será aplicada multa de 20%, além dos juros de mora. 
  1. Autuação pelo fisco: se a fraude for identificada pela fiscalização, a penalidade sobe para multa de 100% do valor devido, acrescida de juros. 

Além disso, autuações podem gerar processos administrativos e judiciais, aumentando o custo e o risco de perda patrimonial. 

Existe jurisprudência favorável ao contribuinte? 

Apesar do movimento da SEFAZ/SP, a Justiça de São Paulo já tem precedentes reconhecendo a validade de determinadas operações societárias quando efetivamente comprovadas e estruturadas de forma legítima

Isso reforça a importância de planejar corretamente a holding familiar, com documentação contábil e jurídica consistente, evitando que a operação seja caracterizada como simulação. 

O que fazer para proteger sua holding familiar? 

Se você possui uma holding patrimonial em São Paulo, é fundamental: 

  • Revisar as operações de integralização e transferência de cotas realizadas desde 2020; 
  • Verificar se houve comprovação de pagamento em aquisições declaradas como venda; 
  • Analisar o valor de referência utilizado (capital social x patrimônio líquido); 
  • Consultar um advogado especializado para revisar o planejamento sucessório e prevenir autuações. 

Conclusão 

A Operação Loki/SP mostra que o fisco está cada vez mais atento às estruturas de holding familiar utilizadas para planejamento patrimonial e sucessório. Mais do que nunca, é essencial contar com assessoria especializada para garantir a segurança jurídica e evitar multas que podem chegar a 100% do imposto devido

Se você possui uma holding familiar e quer se proteger dos efeitos da Operação Loki, agende uma consulta especializada com nossa equipe e revise seu planejamento patrimonial antes que seja tarde. 

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