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Dissolução de união estável – direitos e procedimentos

  • Etiene Bittencourt
  • outubro 4, 2024
  • 5:13 pm
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Dissolução de união estável – direitos e procedimentos

⚡ Resumo Executivo / Direto ao Ponto

A dissolução de união estável encerra a convivência de um casal, formalizando a separação. Envolve a divisão de bens, guarda e pensão para filhos, e pensão para o convivente, baseada em direitos semelhantes ao divórcio. Pode ser extrajudicial (em cartório, com acordo e sem filhos menores) ou judicial (com desacordo ou filhos), sempre com advogado para garantir os direitos.

O que é a dissolução de união estável?

A dissolução de união estável ocorre quando um casal decide encerrar a convivência em que viviam de forma contínua e pública. Assim como no casamento, a separação pode envolver questões de divisão de bens, guarda de filhos e pensão. É fundamental formalizar a dissolução para garantir que os direitos de ambas as partes sejam preservados, e isso pode ser feito de forma extrajudicial, em cartório, ou judicialmente, dependendo das circunstâncias.

Síntese dos Direitos e Requisitos

Situação/Requisito Direito Envolvido Base Legal/Princípio Beneficiários
Acordo mútuo e sem filhos menores Dissolução extrajudicial em cartório Agilidade e desburocratização Casal
Desacordo ou filhos menores/incapazes Dissolução judicial Proteção dos interesses das partes e dos menores Casal e filhos
Bens adquiridos durante a união Partilha igualitária dos bens (regime de comunhão parcial, se não houver outro acordo) Regime de bens da união estável Ambos os conviventes
Dependência financeira de um convivente Pensão alimentícia para o convivente Necessidade de quem solicita e capacidade de quem paga Convivente dependente
Filhos menores ou incapazes Guarda e pensão alimentícia para os filhos Melhor interesse da criança/adolescente Filhos
Necessidade de proteção dos interesses Atuação de advogado especializado Garantia de direitos patrimoniais e familiares Cliente do advogado

Quando a dissolução precisa de advogado?

A dissolução de união estável pode ser feita em cartório, desde que o casal esteja de comum acordo. A dissolução de união estável pode ser feita quando o casal tiver filhos menores, no entanto, questões relacionadas aos filhos devem ser decididas pelo juiz.

O advogado atua para garantir que o processo ocorra de maneira justa, defendendo os interesses de seu cliente, e orienta sobre os direitos envolvidos, como pensão, guarda dos filhos e partilha de bens.

Direitos envolvidos na dissolução de união estável

Os direitos na dissolução de união estável são muito semelhantes aos de um divórcio. Entre eles, podemos destacar:

Direitos sobre os bens:

Em uma união estável, o regime de bens mais comum é a comunhão parcial, no qual os bens adquiridos durante a união são divididos igualmente entre o casal. No entanto, o casal pode ter optado por outro regime de bens, o que influenciará diretamente na divisão do patrimônio.

Pensão alimentícia:

A pensão pode ser devida para um dos conviventes, principalmente se uma das partes tiver dependido financeiramente da outra durante a união. A concessão e o valor da pensão são decididos com base nas necessidades de quem solicita e na capacidade financeira de quem deve pagar.

Guarda de filhos e pensão alimentícia para filhos:

A guarda dos filhos menores de idade ou incapazes será decidida em função do melhor interesse da criança. A pensão alimentícia será estabelecida de acordo com as necessidades do menor e as condições financeiras dos pais.

O processo de dissolução de união estável extrajudicial

A dissolução de união estável extrajudicial é possível quando as partes estão de acordo sobre a separação, a divisão de bens. Quando o casal tiver filhos menores, as questões que envolvem os filhos devem ser decididas judicialmente.

A dissolução de união extrajudicial é feita de maneira rápida e sem burocracia, diretamente em cartório.

Os principais passos incluem:

  1. Reunir a documentação necessária: assim como no processo de união estável, alguns documentos são indispensáveis para a dissolução extrajudicial:- RG e CPF de ambos.
    – Certidão conforme o estado civil das partes, (nascimento, casamento, divórcio ou separação) (original ou autenticada); *Atualizada em até 90 dias..
    – Certidão de união estável registrada (se houver).
    – Comprovantes de residência e bens adquiridos em comum.
  2. Acordo de partilha de bens: o casal precisa decidir como será feita a divisão dos bens adquiridos durante a união. A presença de um advogado pode garantir que essa divisão seja feita de forma justa, e conforme as leis vigentes.
  3. Assinatura da escritura de dissolução: após o acordo, a escritura de dissolução é assinada pelas partes e registrada em cartório.

Dissolução de união estável judicial: quando é necessária?

Se o casal não está de acordo com a separação, ou se há filhos menores ou incapazes, a dissolução deverá ser feita por via judicial. Um advogado de família para realizar a dissolução de união estável será responsável por entrar com o processo na justiça, discutindo as questões sobre guarda, pensão alimentícia e divisão de bens.

Na via judicial, o processo tende a ser mais demorado, já que pode envolver audiências e a análise mais detalhada de documentos e depoimentos.

Pensão na dissolução de união estável

A pensão alimentícia pode ser solicitada tanto para um dos conviventes quanto para os filhos. No caso dos filhos, a pensão é devida até que completem 18 anos. Porém, se ela ainda não terminou os estudos (incluindo faculdade) ou se tem algum problema de saúde que a impeça de se sustentar sem ajuda, a pensão é devida mesmo após os 18 anos. Neste caso, os Tribunais têm mantido a pensão até os 24 anos.

Para fins de cessar a obrigação alimentar, os responsáveis pelo pagamento da pensão devem ingressar com uma ação de “Exoneração de Alimentos”, ou seja, o fim da obrigação alimentar não cessa de forma automática, precisa de uma decisão judicial.

Já no caso do companheiro, a pensão é solicitada quando uma das partes dependia financeiramente da outra. O valor da pensão será determinado pelo juiz, considerando o padrão de vida do casal e as condições econômicas de ambas as partes.

Quando contar com um advogado especializado?

Contar com um advogado é essencial, principalmente quando há disputa por bens ou pela guarda dos filhos. O advogado especializado em família tem o papel de proteger os interesses de seu cliente, garantindo que os direitos patrimoniais e familiares sejam respeitados.

Além disso, o advogado orienta sobre as consequências jurídicas da separação, como a regularização da guarda de filhos e o pagamento de pensão, tornando o processo mais ágil e menos desgastante.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Quando é necessário um advogado para dissolver a união estável?

Um advogado é essencial sempre, mas obrigatório em casos de desacordo entre as partes, ou quando há filhos menores ou incapazes, para garantir a proteção dos interesses e direitos de todos os envolvidos.

2. Quais são os direitos sobre os bens na dissolução de união estável?

O regime de bens mais comum é a comunhão parcial, onde os bens adquiridos onerosamente durante a união são divididos igualmente. Contudo, outros regimes podem ter sido acordados, alterando a partilha.

3. Até quando é devida a pensão alimentícia para os filhos?

A pensão para filhos é devida até os 18 anos, podendo se estender até os 24 anos se o filho estiver estudando (ensino superior ou técnico) ou se tiver alguma condição de saúde que o impeça de se sustentar.

4. É possível dissolver a união estável em cartório?

Sim, a dissolução extrajudicial em cartório é possível quando o casal está de comum acordo sobre a separação e a partilha de bens, e não possui filhos menores ou incapazes.

Conclusão

A dissolução de união estável pode ser feita de forma extrajudicial ou judicial, dependendo da complexidade da separação. Quando há consenso entre as partes, o processo pode ser concluído rapidamente em cartório. No entanto, quando surgem conflitos, o ideal é contar com o auxílio de um advogado para garantir que todos os direitos sejam respeitados. Independentemente do cenário, o acompanhamento jurídico é fundamental para garantir a segurança e tranquilidade das partes envolvidas.

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