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STJ afeta tema relevante sobre a aplicação da prova emprestada para a atividade especial do aeronauta 

Imagem de um advogado com terno preto e gravata azul usando martelo de juiz em uma mesa de escritório ao fundo uma balança de justiça e uma ampulheta, simbolizando o sistema judicial. Julgamento STF Aeronautas.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) acaba de afetar um tema extremamente relevante para os aeronautas que buscam o reconhecimento da atividade especial para fins de aposentadoria. 

A Corte irá decidir se é possível utilizar a prova emprestada, especialmente laudos periciais produzidos em outros processos judiciais, para comprovar a exposição a agentes nocivos, mesmo quando o PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário) fornecido pela empresa não menciona tais agentes

Essa discussão é fundamental porque atinge justamente um ponto sensível das aposentadorias especiais no setor da aviação: a dificuldade de comprovação técnica da especialidade quando o documento emitido pela empresa (o PPP) é omisso ou incompleto. Muitos aeronautas enfrentam esse cenário, o que dificulta ou até inviabiliza o reconhecimento da atividade como especial. 

O que o STJ vai julgar? 

A tese submetida à análise do STJ é a seguinte: 

“Definir se é possível a utilização de prova emprestada, relacionada à perícia realizada em outras ações judiciais, a fim de comprovar o caráter especial das atividades exercidas pelos aeronautas, mesmo que no processo tenha sido juntado PPP fornecido pelo empregador, sem menção à submissão do trabalhador a agentes nocivos.” 

Ou seja, o STJ vai dizer se o trabalhador pode aproveitar laudos periciais já produzidos em processos semelhantes para comprovar a nocividade do ambiente de trabalho, para fins de reconhecimento da atividade especial, mesmo quando o PPP não apresenta os agentes nocivos de forma correta.  

Importante destacar que, no momento, o tema foi afetado, mas ainda não há previsão para julgamento.  

E o que acontece com os processos em andamento? 

Com a afetação do tema, o STJ determinou a suspensão de todos os processos que tratam sobre essa matéria que estejam em recursos especiais ou agravos em recursos especiais para serem julgados, ou que estejam tramitando no próprio STJ. Isso significa que os demais processos que estão ainda em primeira e segunda instância, seguem normalmente, sendo suspensos somente os que estiverem em recuso especial ou no STJ.  

Por que essa decisão é importante para os aeronautas? 

Se o STJ entender que a prova emprestada é válida, isso pode representar um avanço decisivo para muitos aeronautas que enfrentam dificuldades no reconhecimento da atividade especial, pois teremos um precedente extremamente importante sobre a aplicação da prova emprestada (e isso não abrange somente os aeronautas, mas também pode abranger outras profissões).  

Na prática, a padronização dos ambientes e rotinas da aviação civil permite que um laudo produzido para um determinado trabalhador sirva como base técnica para outro que exercia função idêntica ou similar. O reconhecimento disso pela Justiça pode facilitar o acesso ao reconhecimento do tempo especial, evitando que cada aeronauta tenha que produzir uma nova prova técnica do zero. 

Além disso, esse entendimento pode abrir precedente positivo para outras categorias profissionais que enfrentam o mesmo problema: PPPs mal preenchidos e dificuldade de acesso a laudos técnicos individualizados. 

Conclusão 

A discussão deste tema pelo STJ pode ser um grande avanço para o reconhecimento da atividade especial do aeronauta. Caso prevaleça a tese favorável à utilização de provas emprestadas, a jurisprudência poderá ser aplicada a inúmeros casos semelhantes, tornando o processo mais célere. 

Nosso escritório seguirá acompanhando de perto os desdobramentos desse julgamento e orientando seus clientes sobre como se preparar para garantir seus direitos, mesmo diante da omissão do PPP. Se você é aeronauta ou conhece alguém nessa situação, entre em contato para uma análise personalizada do seu caso. 

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